No caso do Corinthians, a Reag era responsável pela administração do fundo imobiliário da Neo Química Arena, que, ao final de 2025, contava com um montante significativo de R$ 672 milhões. Com a saída da Reag, o clube precisa encontrar uma nova gestão para o fundo, processo este que depende da autorização da Caixa Econômica Federal, principal credora vinculada ao estádio.
A situação se mostra ainda mais complexa no Palmeiras, onde João Carlos Mansur, fundador da Reag e alvo das investigações, ocupa um cargo relevante dentro do clube. Ele não apenas é um torcedor apaixonado, mas também foi o mais votado na história do Palmeiras para o Conselho de Orientação e Fiscalização, onde faz parte do grupo que assessora a presidente Leila Pereira. O clube ainda não se manifestou publicamente sobre a crise enfrentada por Mansur e a gestora.
Do outro lado, no Atlético-MG, encontramos outra figura central na investigação: Daniel Vorcaro, que além de ser o proprietário do Banco Master, detém 20,2% da Sociedade Anônima do Futebol do clube. Vorcaro, que havia ocupado cargos de prestígio na instituição, foi afastado após sua prisão em conexão com a operação. Estima-se que ele investiu cerca de R$ 300 milhões na compra de sua participação por meio do Galo Forte Fundo de Investimentos Participações Multiestratégicas, também administrado pela Reag.
Adicionalmente, um desvio de recursos que teria ocorrido por meio do Galo Forte é detectado nas investigações em andamento. A complexidade da situação é ampliada ainda mais pela ligação de outros clubes com a Reag, indicando que o escândalo financeiro pode atingir uma gama mais ampla de instituições do futebol brasileiro.
Por fim, embora a situação continue a se desenrolar, a situação desta rede complexa de relações e investimentos deixa claro que as repercussões podem ser significativas tanto no mundo dos negócios quanto no âmbito esportivo, levantando questões sobre governança e responsabilidade nas operações financeiras dentro do futebol.
