A postura do presidente provocou uma rápida reação de Cavalcante, que utilizou suas redes sociais para criticar as afirmações de Lula. Em sua mensagem, o deputado sugeriu que o presidente falava “asneira” ao improvisar suas falas e questionou a compreensão do governo em relação à comunidade evangélica, ressaltando que os fiéis têm um profundo respeito por seus pastores. Segundo o parlamentar, esse respeito é um “princípio bíblico de fé” que o governo, em sua visão, não compreende.
Cavalcante foi ainda mais direto ao afirmar que a tentativa de Lula de atrair os evangélicos para seu lado seria infrutífera, frustração que ele sugere ocorrerá “para sempre”. O deputado enfatizou que “evangélico não é trouxa da esquerda”, destacando que, para conquistar o voto desse grupo, é essencial honrar seus líderes espirituais e respeitar suas crenças. Ele também fez uma crítica incisiva ao comunismo, afirmando que os ideais dessa corrente política são antagônicos ao cristianismo.
As declarações de Sóstenes Cavalcante refletem um clima tenso entre as lideranças políticas brasileiras e a comunidade evangélica, que desempenha um papel significativo no cenário eleitoral do país. A interação entre o governo e os evangélicos parece continuar a ser um tema polêmico e estratégico, especialmente nas aproximações eleitorais que se avizinham. A polarização desses discursos deve ser observada de perto, já que pode impactar a dinâmica política e social do Brasil.
