Durante seu discurso, Raquel destacou as parcerias estabelecidas com o governo federal, enfatizando a importância do apoio recebido. Ela fez questão de agradecer ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lembrando que durante sua gestão muitos duvidaram da possibilidade de uma colaboração eficaz entre o estado e a União.
“Disseram que não conseguiríamos apoio do governo federal. E aqui um agradecimento ao presidente Lula. Muitas vezes disseram que ele não olharia para Pernambuco, mas estamos fazendo um grande trabalho juntos,” declarou Raquel, sem hesitar em mencionar ministros que contribuíram para as realizações do seu governo, como André de Paula, Jader Filho, Rui Costa e Renan Filho.
Lyra ressaltou as conquistas em infraestrutura, citando a conclusão da BR-104 e a construção do Canal do Fragoso, com previsão de entrega para dezembro. “Olhar para obras paralisadas e dar continuidade a novas é um verdadeiro exemplo de parceria,” afirmou, celebrando as realizações de seu governo.
Apesar do clima festivo, um ponto notável foi a ausência de referências ao ex-governador Ronaldo Caiado, que também é candidato à presidência pelo PSD. O presidente do partido, Gilberto Kassab, permitiu que os diretórios estaduais apoiassem diferentes candidatos na corrida presidencial, priorizando as alianças locais.
Raquel também observou que, como a primeira mulher a governar o estado, se sentiu mais pressionada que seus antecessores. “A cobrança sobre mim foi intensa. Acredito que se eu fosse um homem, as críticas e exigências seriam menos severas,” enfatizou, refletindo sobre o papel e os desafios enfrentados por mulheres na política.
O evento contou com a presença de figuras importantes, como o deputado federal Túlio Gadelha e Eduardo da Fonte, ambos candidatos ao Senado. O encontro selou uma coalizão significativa entre PSD, PSDB, Podemos, Avante, União Brasil e Progressistas, todos unidos em torno da candidatura de Raquel.
A disputa pela governança de Pernambuco mostra-se competitiva. De acordo com uma recente pesquisa, Raquel Lyra lidera as intenções de voto para o segundo turno com 49%, contra 45% do ex-prefeito João Campos, do PSB. No primeiro turno, a diferença entre os dois candidatos é um pouco maior, com Raquel somando 48% e Campos 42%. Além disso, Raquel também apresenta um desempenho mais favorável no quesito rejeição, com 29% dos entrevistados dizendo que não votariam nela, enquanto 30% rejeitam João Campos, um indicativo das dinâmicas que moldarão a próxima eleição no estado.
