A juíza Cláudia Vilibor Breda, da 2ª Vara de Santa Izabel, determinou a quebra de sigilo telefônico, abrangendo o histórico de chamadas, conteúdo de mensagens, chamadas recebidas e efetuadas nos aplicativos como WhatsApp e Facebook, registros de geolocalização do Google vinculados aos aparelhos celulares e dados armazenados na nuvem.
Além do rapper, também foi detido Yuri Pereira Gonçalves, condenado por compor um grupo criminoso atuante no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. A incursão da polícia na casa de Oruam foi resultado de uma investigação iniciada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, motivada por um vídeo em que o cantor aparece disparando uma espingarda em um condomínio de luxo em Igaratá, interior de São Paulo.
Após sua prisão, Oruam foi liberado da delegacia sem prestar depoimento, afirmando que só irá falar em juízo. Ele negou que seu amigo seja traficante e disse que a munição disparada no vídeo que ele postou em suas redes sociais era de borracha.
Oruam é filho de Marcinho VP, uma das principais lideranças da facção criminosa Comando Vermelho, no Rio de Janeiro. Seu pai foi encontrado morto em 2003 no presídio de segurança máxima Bangu 3, cumprindo pena por tráfico de drogas. O cantor possui tatuagens em homenagem ao pai e a Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes.
A prisão de Oruam repercutiu na imprensa e despertou o interesse do público, que aguarda por novos desdobramentos deste caso que mescla elementos do mundo do crime com a vida artística.







