A ordem de prisão foi restabelecida pelo ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), após ele ter negado um pedido de habeas corpus que poderia ter livrado Oruam das sanções judiciais. Na terça-feira, dia 3, a Polícia Civil realizou operações de busca em vários endereços associados ao rapper, incluindo sua residência no Rio de Janeiro. Contudo, ele não foi encontrado.
As razões para a nova medida de prisão se baseiam no descumprimento de diversas condições impostas pela Justiça, como falhas no uso da tornozeleira eletrônica, além de deslocamentos em horários considerados proibidos. Enquanto a defesa argumenta que houve problemas técnicos com o dispositivo eletrônico, essa versão tem sido contestada pela administração penitenciária, que sustenta que as exigências estavam sendo descumpridas.
O caso de Oruam levanta questões sobre a eficácia das medidas cautelares e a administração de monitoramento eletrônico, que muitas vezes é utilizada como alternativa à prisão preventiva. A resistência do artista em se apresentar pode abrir um leque de discussões sobre a criminalização da cultura urbana, além de trazer à tona as dificuldades enfrentadas por artistas em atividades criativas que possam ser mal interpretadas pelas autoridades.
A situação do rapper está, portanto, longe de ser resolvida, e os desdobramentos inconclusivos levantam inquietações sobre um possível tratamento desigual em relação à classe artística em questões judiciais. Oruam, que já foi uma voz importante na cena do rap, agora se encontra em uma posição delicada, refletindo sobre os desafios que permeiam a relação entre o artista e o sistema legal.
