A Oitiva de Testemunhas no Caso do Rapper Oruam Começa em Tribunal Carioca
Nesta segunda-feira, a 3ª Vara Criminal da Capital deu início à audiência que investiga o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, acusado de tentativa de homicídio contra policiais civis. O artista se encontra atualmente foragido, e ao lado dele respondem ao processo Victor Hugo Vieira dos Santos, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira e Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais.
A audiência teve início com a oitiva de dez testemunhas. O primeiro a depor foi o policial civil Fábio Campos Diniz, que relatou seu envolvimento na operação que originou a denúncia. Em seguida, o perito criminal Leandro Ribeiro Pinto também prestou depoimento, aportando sua perspectiva técnica sobre os eventos ocorridos. Outro depoente importante foi Jaci Antonio Pereira de Oliveira, segurança de Oruam, que pode oferecer informações relevantes sobre o contexto do caso.
As duas principais vítimas da tentativa de homicídio, o delegado Moysés Santana Gomes e o comissário da Polícia Civil Alexandre Alves Ferraz, foram ouvidas na sequência. Ambos relataram ter sido atacados por pedras lançadas pelos acusados durante a operação, acrescentando um tom de urgência e gravidade ao processo judicial. Outros policiais, como Carlos Alessandro Seabra, Allan de Souza Monteiro Gurgel e Paulo Saback, também foram ouvidos, contribuindo com detalhes sobre a situação caótica ocorrida. Para completar a lista, a noiva de Oruam, Fernanda Valença de Oliveira, e Camila Pinho de Lima também depuseram, trazendo diferentes ângulos ao acontecimento.
A juíza Tula Côrrea de Mello, responsável pela direção da audiência, convocou o acusado e outras quatro testemunhas ausentes para comparecer na próxima sessão de instrução e julgamento, marcada para o dia 27 do mês corrente, às 11h. Essa convocação é fundamental para garantir a integridade do processo e o direito à defesa.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, o crime em questão ocorreu em julho de 2025, durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) em um imóvel localizado no Joá, na Zona Sudoeste do Rio. Tanto o delegado Moysés quanto o comissário Alexandre estavam cumprindo um mandado de busca e apreensão contra um adolescente suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas, quando o conflito explosivo com os réus se desencadeou. O desdobramento dos próximos dias será crucial para o avanço deste caso que envolve tanto a figura pública quanto as forças de segurança.
