Rainha Margrethe II da Dinamarca abdicará em favor do príncipe Frederik após 52 anos de reinado e homenagens da primeira-ministra.

A tão aguardada notícia foi anunciada no último domingo, 31, pela rainha Margrethe II, da Dinamarca. A monarca revelou durante seu discurso de Ano Novo que planeja deixar o trono para dar lugar ao seu filho, o príncipe herdeiro Frederik. A abdicação está marcada para o dia 14 de janeiro, data que marca o 52º aniversário de sua própria ascensão ao trono aos 31 anos, após a morte de seu pai, o Rei Frederik IX.

A decisão de abdicar foi confirmada pela primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que prestou homenagem à monarca de 83 anos. Frederiksen ofereceu um “sincero agradecimento a Sua Majestade a Rainha por sua dedicação ao longo da vida e esforços incansáveis pelo Reino”. A notícia gerou grande comoção e expectativa em toda a Dinamarca, com a população aguardando ansiosamente para ver Frederik assumir o trono.

Margrethe é uma das figuras públicas mais populares da história da Dinamarca, com sua altura de 1,82 metro e seu hábito de fumar a tornaram uma figura imponente. Além disso, a rainha conquistou a admiração dos dinamarqueses por seus modos cordiais e por seu talento como linguista e designer. Mesmo antes de assumir o trono, como princesa, ela era uma esquiadora entusiasmada e fazia parte de uma unidade da força aérea feminina dinamarquesa, participando de cursos de judô e testes de resistência na neve.

Mesmo ao envelhecer, Margrethe permaneceu forte e ativa. Aos 70 anos, em 2011, visitou as tropas dinamarquesas no sul do Afeganistão vestindo um macacão militar. Como monarca, viajou extensivamente pelo país e visitou regularmente a Groenlândia e as Ilhas Faroe, os dois territórios semi-independentes que fazem parte do reino dinamarquês, sendo recebida em todos os lugares por multidões animadas.

Com a notícia de sua abdicação, os dinamarqueses se preparam para uma nova era, agora sob o reinado do príncipe herdeiro Frederik. A transição gerou expectativas e reflexões sobre o futuro do país, mas, ao que tudo indica, a história de comprometimento e dedicação de Margrethe deixará uma marca eterna na Dinamarca.

Sair da versão mobile