Holanda alega que documentos fundamentais para a incorporação foram assinados por Gomes de Macedo Júnior, a quem nega legitimidade. Em sua defesa, ele sustenta que a comunicação da decisão do TJDFT ao TSE ocorreu antes da execução de ações críticas, como a baixa do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), o encerramento de contas e a mudança de propriedade de bens do partido, prejudicando a continuidade do PROS.
A ação também levanta preocupações quanto à migração de filiados do PROS para o Solidariedade, um processo que, segundo Holanda, pode impactar a participação desses membros nas eleições de 2026. O relator do caso no TSE, no entanto, já negou um pedido de liminar feito pela defesa de Holanda. Este, por sua vez, recorreu da decisão, e o processo aguarda agora uma análise mais aprofundada pela Procuradoria-Geral Eleitoral.
Em resposta às alegações, Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, classificou a ação de sem fundamento e alegou que o autor é um ex-dirigente do PROS que enfrenta acusações em processo penal. Ele defende que a migração dos filiados ocorreu automaticamente, uma vez que o PROS foi extinto devido à incorporação aprovada por unanimidade pelo TSE, processo que não sofreu contestações.
Paulinho ainda adverte que as ações realizadas por Eurípedes Gomes após a incorporação foram na qualidade de presidente do Solidariedade, e não do PROS, que já não existia. Ele ressalta que a ação de Holanda busca reverter uma decisão final já consolidada, o que, segundo ele, é improcedente dentro do âmbito jurídico. A expectativa agora recai sobre os próximos passos do TSE e a análise da Procuradoria-Geral Eleitoral, que poderão redefinir o rumbo político de ambos os partidos.






