Por outro lado, as importações brasileiras de produtos e serviços norte-americanos também enfrentaram um declínio significativo de 12,6%, totalizando aproximadamente US$ 15,5 bilhões nesse intervalo. Com isso, a balança comercial com os Estados Unidos acumulou um déficit de US$ 1,47 bilhão, enquanto a corrente de comércio, que somada inclui tanto exportações quanto importações, caiu 14,3%, alcançando um total de US$ 29,5 bilhões.
Este cenário de retração no comércio exterior entre Brasil e Estados Unidos ocorre em um contexto de diversificação das relações comerciais por parte do Brasil, especialmente após a imposição de tarifas que chegaram a 50% sobre diversos produtos brasileiros no ano anterior. Nesse sentido, o governo norte-americano, sob a administração de Donald Trump, sugere a implementação de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, uma manobra que foi anunciada logo após a proposta de um tarifário de 25%. A decisão final sobre essas tarifas será discutida numa audiência marcada para julho.
Em coletiva à imprensa, o Mdic mencionou que a implementação da nova tarifa de 25% afetaria cerca de 21% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, embora ainda não existam previsões sobre os danos que a nova sobretaxa de 12,5% poderia provocar.
Apesar da queda no comércio com os Estados Unidos, os dados gerais da balança comercial brasileira mostram um superávit de US$ 32,6 bilhões até maio, um aumento expressivo de 34,2%. A corrente de comércio global teve um acréscimo de 6,2%, atingindo US$ 264,5 bilhões. O crescimento nas exportações é ainda mais notável quando se observa a relação com a China, que se consolidou como o principal parceiro comercial do Brasil, com um aumento de 21,8% nas exportações até o último mês.
Reagindo à instabilidade tarifária dos Estados Unidos, o presidente Lula destacou a abertura do mercado chinês para a carne brasileira, evidenciando uma nova oportunidade para o setor: “Se você não quer comprar de mim, pode ficar com suas coisas, eu vou vender para outro”, afirmou, ressaltando a resiliência do Brasil em buscar novos mercados. As exportações também tiveram um crescimento considerável para países da União Europeia, com um aumento de 6,7% neste ano.





