Queda de 3,7 milhões em jovens “nem-nem” no Brasil aponta melhora na educação e qualificação profissional até 2025, revela pesquisa do IBGE.

O Brasil comemora uma significativa redução no número de jovens que não estudam nem trabalham, conhecido popularmente como o grupo “nem-nem”. Em apenas seis anos, a quantidade dessa faixa etária, que abrange pessoas de 15 a 29 anos, diminuiu de 11,9 milhões em 2019 para 8,2 milhões em 2025. Essa diminuição de 3,7 milhões de indivíduos representa uma queda de 4,9 pontos percentuais, um indicativo positivo em uma nação que enfrenta desafios em sua economia e mercado de trabalho.

Os dados foram revelados na mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) Educação 2025, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada na última sexta-feira, 19 de maio. Essa evolução não apenas é um reflexo das mudanças no cenário econômico, mas também apontam para o efeito de políticas públicas voltadas à educação e capacitação profissional.

A ampliação da demanda por cursos técnicos e de qualificação profissional é apontada como um dos principais fatores que contribuíram para a diminuição do número de “nem-nem”. Institutos Federais e diversas entidades privadas têm se destacado na oferta desses cursos, que atraem cada vez mais jovens em busca de aumentar suas chances no mercado de trabalho.

Além disso, a pesquisa indica que a população brasileira com 14 anos ou mais alcançou a marca de 174,1 milhões em 2025. Desses, 14,2%, ou seja, cerca de 24,8 milhões de pessoas, passaram por algum curso de qualificação profissional. Isso demonstra uma crescente valorização da educação e do desenvolvimento de habilidades no Brasil.

Outro aspecto relevante revelado pela pesquisa é que o acesso à qualificação tende a aumentar conforme o nível de instrução dos jovens se eleva. Entre os que não possuem instrução ou que concluíram apenas o ensino fundamental, a taxa de participação em cursos de qualificação é de 5,9%. Já entre aqueles que possuem ensino médio incompleto ou estão em níveis superiores de formação, essa porcentagem sobe para 17,3%, chegando a impressionantes 23,1% entre os que completaram o ensino superior.

Esses dados ressaltam a importância de se investir em educação e formação técnica, não apenas para reduzir a taxa de jovens fora do mercado, mas também para preparar uma geração capaz de enfrentar os desafios do futuro.

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