Os dados foram revelados na mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) Educação 2025, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada na última sexta-feira, 19 de maio. Essa evolução não apenas é um reflexo das mudanças no cenário econômico, mas também apontam para o efeito de políticas públicas voltadas à educação e capacitação profissional.
A ampliação da demanda por cursos técnicos e de qualificação profissional é apontada como um dos principais fatores que contribuíram para a diminuição do número de “nem-nem”. Institutos Federais e diversas entidades privadas têm se destacado na oferta desses cursos, que atraem cada vez mais jovens em busca de aumentar suas chances no mercado de trabalho.
Além disso, a pesquisa indica que a população brasileira com 14 anos ou mais alcançou a marca de 174,1 milhões em 2025. Desses, 14,2%, ou seja, cerca de 24,8 milhões de pessoas, passaram por algum curso de qualificação profissional. Isso demonstra uma crescente valorização da educação e do desenvolvimento de habilidades no Brasil.
Outro aspecto relevante revelado pela pesquisa é que o acesso à qualificação tende a aumentar conforme o nível de instrução dos jovens se eleva. Entre os que não possuem instrução ou que concluíram apenas o ensino fundamental, a taxa de participação em cursos de qualificação é de 5,9%. Já entre aqueles que possuem ensino médio incompleto ou estão em níveis superiores de formação, essa porcentagem sobe para 17,3%, chegando a impressionantes 23,1% entre os que completaram o ensino superior.
Esses dados ressaltam a importância de se investir em educação e formação técnica, não apenas para reduzir a taxa de jovens fora do mercado, mas também para preparar uma geração capaz de enfrentar os desafios do futuro.





