Quebra-pedra se torna fitoterápico oficial do SUS para prevenção de cálculos renais e distúrbios urinários, prometendo nova opção de tratamento à população.

Um novo fitoterápico, elaborado a partir da planta conhecida como quebra-pedra, foi recentemente aprovado para inclusão na lista de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Utilizada há décadas para tratar distúrbios urinários, a quebra-pedra agora é reconhecida por sua eficácia na prevenção e no manejo dos cálculos renais, uma condição que afeta inúmeras pessoas e é frequentemente acompanhada de dores intensas.

O termo “quebra-pedra” denomina um grupo de ervas pertencentes ao gênero Phyllanthus, que são notáveis por suas propriedades medicinais. Este nome popular se relaciona diretamente com a utilização histórica da planta na luta contra pedras nos rins. A explicação, segundo especialistas em botânica, é que Phyllanthus, de origem grega, significa “flores nas folhas”, um traço característico das espécies desse gênero.

Os mecanismos de ação da quebra-pedra são atribuídos principalmente às suas propriedades diuréticas, que auxiliam na redução da formação de cálculos renais. Vale ressaltar que, apesar da associação com a “quebra” de pedras, a planta não é capaz de dissolver os cálculos já existentes. Seu uso se concentra na prevenção, atuando de forma eficiente antes que os cálculos se formem.

Além de seu papel no tratamento de problemas urinários, algumas espécies do gênero também têm sido utilizadas na terapia de doenças hepáticas, como icterícia e hepatite B. No entanto, como toda planta, a quebra-pedra possui compostos químicos que podem ter efeitos adversos se consumidos de maneira inadequada. O especialista em botânica, Guilherme Ceolin, alerta sobre a necessidade de moderação no consumo do chá de quebra-pedra, recomendando que este não seja utilizado por mais de duas semanas consecutivas e nunca como tratamento isolado para doenças renais ou hepáticas. Pessoas que sofrem de condições graves, como insuficiência renal ou hepática, devem evitar seu uso.

A planta, que costuma crescer em terrenos não cultivados e jardins, pode ser facilmente cultivada em casa. É vital que o solo seja leve e rico em matéria orgânica, além de se manter em temperaturas mais altas durante a primavera e o verão. O cultivo da quebra-pedra em vasos é viável, sendo geralmente realizado a partir de sementes que são produzidas em abundância durante o ciclo de vida da planta.

A inclusão desse fitoterápico à lista do SUS representa um passo importante para ainda mais opções de tratamento à população, refletindo uma crescente valorização da medicina tradicional e dos recursos naturais na saúde pública.

Sair da versão mobile