Quatro denunciados, incluindo subsecretário de Turismo, são presos em esquema de corrupção nas festas em barcos de Búzios, RJ

O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) tomou uma medida drástica ao denunciar quatro pessoas, incluindo um policial civil aposentado e atual subsecretário municipal de Turismo de Armação dos Búzios. Este último, Sérgio Ferreira dos Santos, e Igenes Lopes Santos Filho, o famoso Geninho, que também ocupa o cargo de coordenador de Trânsito e Transporte da cidade e é presidente da CooperBúzios, foram alvejados por suspeitas de envolvimento em um esquema de corrupção.

As denúncias envolvem a solicitação de festas em barcos sem a devida autorização legal, ou seja, sem a expedição de alvarás. Segundo as informações levantadas pelo Ministério Público, os denunciados teriam cobrado entre R$ 1 mil e R$ 3 mil em troca de permitir esses eventos clandestinos, além de não realizarem a fiscalização normalmente exigida. As investigações revelaram que ocorreram pelo menos 38 episódios em que a corrupção esteve presente nesse esquema, ativo entre janeiro de 2021 e março de 2026.

Na última terça-feira, a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) cumpriu mandados de prisão preventiva contra os acusados, refletindo a gravidade das ações desvendadas. Para além das prisões, a Justiça também emitiu ordens de busca e apreensão nos endereços dos quatro envolvidos para aprofundar as investigações.

O juiz da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa não apenas determinou as prisões, mas também suspendeu os acusados de suas funções públicas e ordenou o sequestro de bens até um limite de R$ 500 mil, tentando assim evitar que os réus possam tirar proveito das eventualidades ligadas ao esquema criminoso que estavam operando. Esse caso levanta questões sérias sobre a corrupção no serviço público, evidenciando a necessidade de um olhar vigilante sobre as práticas administrativas em municípios turísticos, onde a fiscalização muitas vezes é relegada a segundo plano em nome de interesses financeiros. A sociedade aguarda que a Justiça atue de maneira firme e eficaz para restabelecer a ordem e a ética no setor público.

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