As investigações revelaram que os acusados se apresentavam como advogados, utilizando essa falsa identidade para enganar imigrantes, em sua maioria brasileiros, que buscavam ajuda para legalizar sua permanência nos Estados Unidos. O xerife John Mina, em uma coletiva de imprensa realizada recentemente, afirmou que o modus operandi do grupo baseou-se em manipulação, fraude e extorsão. Minas destacou que muitos dos clientes, atraídos pela promessa de alcançar o sonho americano, não conseguiram qualquer progresso em suas tentativas de legalização.
Os principais envolvidos na operação criminosa foram identificados como Vagner Soares De Almeida, fundador da agora desmantelada Legacy Imigra, sua esposa Juliana Colucci, e os associados Ronaldo Decampos e Lucas Felipe Trindade Silva. Todos enfrentam acusações graves, incluindo crimes organizados, fraude sistemática, extorsão e a prática ilegal da advocacia. As plataformas de redes sociais da Legacy Imigra foram desativadas, e até o momento, não foram encontradas defesas formais para os acusados.
Até agora, sete possíveis vítimas conseguiram se manifestar, mas as autoridades acreditam que o número de enganados pode ser bem maior. Os relatos indicam que cada vítima perdeu entre US$ 2,5 mil e US$ 26 mil, representando somas significativas que impactaram diretamente a vida financeira e emocional dessas pessoas.
O escritório do xerife faz um apelo para que outras potenciais vítimas se manifestem, contribuindo assim com a continuidade das investigações e ajudando a desmantelar esse esquema que explorou a fragilidade de tantos que buscam uma nova vida.
