De acordo com os resultados da perícia, o armazenamento inadequado de botijões de gás no apartamento 731 B foi o fator determinante para a explosão, que causou danos significativos em quatro edifícios do conjunto residencial. O impacto foi comparável ao de um explosivo militar, com destruição ocorrendo em um raio de 155 metros. Relatos de moradores indicam que o estrondo gerado pela explosão pôde ser ouvido a quilômetros de distância, evidenciando a gravidade do incidente.
O processo de investigação, que se estendeu por 30 dias, envolveu a realização de dezesseis exames complementares. Inicialmente, cogitou-se a hipótese de envolvimento de materiais explosivos, mas essa possibilidade foi prontamente descartada após minuciosas análises periciais, que confirmaram o armazenamento inadequado de gás como a única causa do desastre.
Entre as vítimas que perderam a vida estavam um avô e seu neto de apenas 10 anos, residentes no térreo do edifício. Uma terceira vítima, ainda não identificada no laudo, também foi confirmada. Os sobreviventes da tragédia foram atendidos em hospitais da região, apresentando queimaduras severas e traumatismos.
O conjunto residencial, composto por prédios de dois pavimentos, permanece em estado de alerta, enquanto autoridades e moradores buscam formas de lidar com as consequências desse triste acontecimento. A comunidade local ainda se ressente pela perda e enfrenta o desafio de se reerguer após a tragédia.





