De acordo com as investigações, os golpistas prometiam franquias da marca “Cia da Empada”, que não possuía registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). As vítimas relataram ter investido suas economias de anos para abrir quiosques que nunca se concretizaram, ou que, quando entregues, estavam com aluguéis atrasados e resultaram em despejo.
A polícia já identificou pelo menos dez vítimas, que juntas perderam cerca de R$ 1 milhão. Os criminosos utilizavam diversas pessoas jurídicas para dificultar o rastreamento do golpe e contavam com terceiros para intermediar as negociações, o que dava uma aparência de legalidade ao esquema.
Em um dos casos, uma vítima investiu quase R$ 300 mil na compra de dois quiosques e, após reclamar da demora, recebeu cheques sem fundo como forma de reembolso.
O esquema se baseava na promessa de retorno rápido com a venda de empadas por meio de uma rede de franquias. Os contratos apresentavam cláusulas fraudulentas e a marca usada como fachada não possuía registro legal. A investigação também descobriu que alguns dos imóveis supostamente alugados para os quiosques estavam inadimplentes, levando ao despejo das vítimas logo após a inauguração.
Luiz Mathias, apontado como chefe da quadrilha e com um extenso histórico criminal, é um dos principais suspeitos, juntamente com Almicar de Castro Amorim e Manoel Edson Matias, irmão de Mathias. Durante a operação, celulares, computadores, documentos e contratos foram apreendidos para análise pericial em busca de provas de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Essa operação da Polícia Civil revela mais um caso de golpe sofisticado que iludiu pequenos investidores e empresários interessados em empreender, destacando a importância da investigação e combate a esse tipo de crime.
