Quadrilha de falsificação de suplementos alimentares é desarticulada em operação do Ministério Público no Rio de Janeiro; 14 integrantes são alvos de mandados de prisão.

Na manhã desta quarta-feira, uma operação intensiva do Ministério Público do Rio de Janeiro resultou na desarticulação de uma quadrilha suspeita de fabricación e comercialização de suplementos alimentares falsificados. Com a execução de mandados de busca e apreensão, as autoridades miraram 14 indivíduos associados ao grupo, que utilizava plataformas de venda online para oferecer seus produtos adulterados, utilizando fotos de embalagens conhecidas e precificação artificialmente baixa para atrair consumidores.

A denúncia foi formulada pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos, parte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (CyberGAECO/MPRJ). Os criminosos supostamente se aproveitavam da credibilidade de grandes plataformas de e-commerce, como Mercado Livre, Magazine Luiza e Americanas, para comercializar suplementos falsificados de marcas renomadas, como Vitafor, Dux e Sundown. De acordo com investigações, tais produtos eram oferecidos a preços muito inferiores aos praticados no mercado, o que chamava a atenção de potenciais compradores.

Tatiana Kaziris, subcoordenadora do GAECO, declarou que, além de falsificar os medicamentos, os integrantes do grupo adulteravam frascos e rótulos, atraindo consumidores desavisados com preços reduzidos. Na operação, foram apreendidos dispositivos como celulares e computadores dos suspeitos, além de uma quantidade significativa de suplementos prontos para venda.

Atendendo a um pedido do Ministério Público, a Justiça determinou a suspensão provisória das atividades de várias empresas associadas aos réus, como Intex Comércio de Cosméticos e Suplementos e Power Ftns. Os envolvidos enfrentam acusações de associação criminosa, estelionato e falsificação de produtos.

Os mandados foram executados em várias localidades, incluindo Recreio dos Bandeirantes, Duque de Caxias, Mangaratiba, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio. Durante a fase inicial da investigação, a Polícia Civil identificou um laboratório clandestino utilizado para a produção dos produtos falsificados, além de um galpão abastecido com uma grande quantidade de itens farmacêuticos, encomendas prontas para envio e rótulos de milhares de produtos.

As consequências não são apenas financeiras. A comercialização de produtos adulterados apresenta sérios riscos à saúde pública e compromete a concorrência leal, afetando empresas que operam dentro das normas legais e sanitárias. A ação faz parte da Operação Convergência Nacional, uma ofensiva coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), com o objetivo de desmantelar facções e grupos criminosos organizados em todo o Brasil.

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