Putin responsabilizará Otan se mísseis americanos forem usados contra a Rússia em ataques, afirma Kremlin após autorização dos EUA para a Ucrânia.

Durante uma coletiva de imprensa realizada no domingo (17/11), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, fez uma declaração contundente em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia. Ele afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, considerará qualquer ataque em solo russo com armas de fabricação americana como um envolvimento direto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no conflito.

Essa afirmação veio logo após os Estados Unidos autorizarem o uso de mísseis de longo alcance fornecidos à Ucrânia para contra-atacar os russos. O presidente americano, Joe Biden, deu sinal verde para o uso do Sistema de Mísseis Táticos (HIMARS), com um alcance de aproximadamente 80 km, mas vetou o uso do míssil de longo alcance ATACMS, de 300 km, para a defesa da cidade de Kharkiv.

Peskov informou que a Rússia tomou conhecimento da decisão de Biden por meio de reportagens na imprensa. Ele ressaltou que não houve alteração na posição do presidente Putin, que já havia advertido que consideraria os ataques com armamento dos EUA como responsabilidade da Otan.

No mesmo dia, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou um “ataque combinado massivo” da Rússia contra infraestrutura de energia em seu país. Mais de 120 mísseis e 90 drones foram lançados em várias regiões da Ucrânia, resultando na morte de duas pessoas e seis feridos.

Zelensky afirmou que os mísseis lançados pela Rússia falarão por si mesmos. Essa declaração foi feita após os Estados Unidos autorizarem o uso de mísseis de longo alcance pela Ucrânia em retaliação aos ataques russos.

É um momento de extrema tensão e escalada de violência na região, com potencial para escalar ainda mais o conflito entre Rússia e Ucrânia. O mundo observa atentamente os desdobramentos dessa crise que pode ter repercussões globais.

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