Putin notou que a discussão acerca de eleições na Ucrânia, que chegou a gerar amplas expectativas no início do ano, parece ter perdido força. O presidente russo destacou que, além da incerteza sobre a legitimidade do governo ucraniano, a situação militar é crítica. Segundo ele, as forças russas continuam avançando, tendo conquistado mais de 2.400 km² de território nas últimas semanas. Putin também mencionou que a Ucrânia enfrenta severas dificuldades em termos de recursos humanos, afirmando que o país perde cerca de 40 mil soldados mensalmente e enfrenta um considerável número de deserções.
Na mesma coletiva, Putin abordou a cooperação com a Índia. Ele refutou a ideia de que os laços entre Nova Deli e Washington prejudicariam as relações com a Rússia, afirmando que a parceria com a Índia permanece sólida e estratégica. O presidente destacou a construção da usina nuclear de Kudankulam e expressou otimismo sobre o crescimento do comércio bilateral, que atualmente gira em torno de US$ 58 a 60 bilhões, com metas ambiciosas de atingir US$ 100 bilhões.
Putin também comentou sobre a relação entre Rússia, China e Índia, sugerindo que uma aliança entre essas potências poderia ser vantajosa para todos. Ele afirmou que as relações da Rússia com um país não interferem nas relações com o outro, reforçando a ideia de que a colaboração entre as nações é benéfica.
Além disso, Putin se manifestou sobre as tensões no Oriente Médio, reiterando que a Rússia continua disposta a ajudar na mediação da questão nuclear iraniana, sem impor sua influência. Por fim, ao ser questionado sobre uma possível candidatura nas eleições de 2030, o presidente russo afirmou que é prematuro discutir esse assunto, ressaltando que atualmente o foco deve estar nos desafios que o país enfrenta.





