Putin condicionou o início das negociações a uma retirada efetiva das tropas ucranianas das regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporíjia e ao abandono dos planos de ingressar na Otan. Essa postura do líder russo vem em meio à pressão de seus aliados ocidentais sobre Kiev, com promessas de apoio dos EUA por um prazo de 10 anos e um pacote de ajuda de US$ 50 bilhões financiado com ativos russos congelados no exterior.
Além disso, Putin criticou o plano de financiamento apresentado durante a cúpula do G7, chamando de “roubo” a destinação dos ativos russos. A diplomacia russa também minimizou o acordo assinado entre EUA e Ucrânia, questionando sua validade jurídica.
A falta de avanços nas negociações para a paz na Ucrânia levou o governo ucraniano a convocar uma conferência para a paz na Suíça, mas sem a presença de uma delegação russa, o que diminui as expectativas de um resultado efetivo.
As declarações de Putin e os desdobramentos recentes no conflito ressaltam a complexidade da situação na região e a necessidade de um esforço conjunto para alcançar uma solução pacífica. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em viagem pela Europa, criticou a postura dos líderes envolvidos no conflito, destacando a importância do diálogo para evitar um prolongamento da guerra.
A incerteza quanto ao desfecho das negociações e a desconfiança sobre a manutenção dos acordos assinados colocam em evidência a fragilidade do cenário atual e a urgência de encontrar uma saída diplomática para a crise na Ucrânia.
