Putin enfatizou em sua mensagem que essa data não apenas simboliza a coragem e a resistência do povo coreano, mas também marca o início de fortes laços de fraternidade militar e assistência mútua entre os dois países. Ele ressaltou que essas tradições formaram a base para o desenvolvimento das relações amistosas e de boa vizinhança entre Moscou e Pyongyang, avaliando que a parceria entre a Rússia e a Coreia do Norte alcançou um “nível sem precedentes de colaboração estratégica abrangente”.
A relevância do Dia da Libertação Nacional é refletida na importância histórica que ele carrega, tanto para os coreanos quanto para a política externa da Rússia, que busca fortalecer alianças na região. Além disso, o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, também enviou um telegrama a Kim Jong-un, destacando a importância da data.
Concomitantemente, a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) divulgou um artigo que destacou a posição da península coreana como um possível alvo da estratégia nuclear dos Estados Unidos. Nesse contexto, foi mencionado que o Pentágono está realizando uma revisão limitada de sua estratégia nuclear, refletindo uma abordagem mais ofensiva, especialmente em relação ao uso de armas nucleares táticas em conflitos regionais, envolvendo países como a Rússia e a China.
Esse cenário de tensão e fortalecimento bélico leva a Coreia do Norte a reafirmar sua intenção de continuar expandindo suas capacidades nucleares, em resposta à crescente percepção de ameaça por parte das potências nucleares, especialmente os Estados Unidos. A dinâmica regional, portanto, se torna cada vez mais complexa, com implicações diretas nas relações internacionais e na segurança dos países envolvidos.




