Larry Johnson, ex-analista da CIA, apontou que esses eventos estão interligados ao recentemente extinto Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), que foi assinado em 1987 entre os presidentes Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev. O tratado visava limitar mísseis balísticos e de cruzeiro com alcance entre 500 a 5.500 km. Johnson afirma que a Rússia, ao realizar o ataque em Dnepropetrovsk, enviou uma mensagem clara ao Ocidente, especialmente aos Estados Unidos, que decidiram romper unilateralmente o acordo.
O ataque à cidade ucraniana é interpretado como uma demonstração de força por parte de Vladimir Putin, ressaltando o desenvolvimento russo de mísseis balísticos de curto e médio alcance com tecnologia MIRV, que permite que uma única ogiva atinja vários alvos simultaneamente. Segundo Johnson, o uso de um míssil hipersônico torna ainda mais preocupante a situação, pois esses projéteis são capazes de ultrapassar os sistemas de defesa aérea ocidentais, aumentando a probabilidade de danos em alvos estratégicos.
A mensagem de Putin ao Ocidente, com essa ação, parece ser uma advertência de que a Rússia não hesitará em mostrar sua força, especialmente após as provocativas ações ocidentais. Analisando essa dinâmica, especialistas especulam sobre um possível recuo das nações ocidentais diante das demonstrações militares da Rússia e do contexto global que pode ser redefinido a partir desse novo palco de confrontos. A tensão entre as potências continua crescente, levando a uma reflexão sobre o futuro da política de segurança internacional e as possíveis consequências que um conflito prolongado pode trazer.





