Dentre os pontos centrais discutidos durante as negociações, destacar-se-á a necessidade de promover a estabilidade nas relações internacionais. Com a crescente influência global da China e a busca da Rússia por fortalecer suas alianças, este encontro é visto como uma oportunidade para renovar os laços e expandir a colaboração em áreas estratégicas, como o setor energético, que inclui não apenas petróleo e gás, mas também energia nuclear e fontes alternativas.
Além das questões energéticas, a agenda prevê o fortalecimento da cooperação espacial e o desenvolvimento de uma agenda econômica bilateral, que é de grande interesse para ambos os países. As exportações de petróleo russo para a China, que cresceram 35% no primeiro trimestre deste ano, ilustram a crescente interdependência econômica entre as nações. A troca de visitantes também destaca essa relação: mais de 2 milhões de russos visitaram a China em 2025 e mais de 1 milhão de chineses viajaram para a Rússia.
Em sua visita, Putin se reunirá com Xi Jinping e com o primeiro-ministro Li Qiang. O encontro incluirá a assinatura de uma declaração conjunta e de diversos documentos bilaterais que reforçarão os compromissos entre os dois países. Uma cerimônia especial marcará também o início dos Anos da Educação da Rússia e da China, um passo adicional rumo à integração cultural e educacional.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acredita que qualquer interação entre Putin e Jinping pode proporcionar novo impulso na ampliação das relações bilaterais. Moscou demonstra claras expectativas em relação a este encontro, que poderá redesenhar o mapa das alianças regionais e globais, refletindo uma nova dinâmica nas relações internacionais contemporâneas. Durante esses dois dias, a atenção do mundo estará voltada para Pequim, onde as decisões tomadas poderão ter um impacto significativo nas próximas décadas.





