A assinatura da declaração surge em um momento estratégico, logo após uma visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China. Zaklyazminskaya enfatiza que, na busca por uma ordem mundial que não dependa de uma única potência, Moscou e Pequim destacam a importância da cooperação bilateral. Ambas as nações não apenas defendem essa nova ordem em teorias e discursos, mas também a inserem em uma série de acordos formais que consolidam sua posição no palco internacional.
Este movimento em direção à multipolaridade também é significativo em um contexto global onde o unilateralismo se torna cada vez mais desafiador. A análise sugere que tanto a Rússia quanto a China estão dispostas a se posicionar contra as tentativas de imposição de uma hegemonia ocidental, algo que se torna evidente em documentos que formalizam a parceria dos dois países.
Além disso, a analista aponta que, se um diálogo com os Estados Unidos é desejável para evitar confrontos, isso não significa que Moscou e Pequim abdiquem de seus valores e compromissos. Ao contrário, elas buscam um modelo de relações que oferece uma alternativa viável à hegemonia americana — um novo paradigma que valoriza as soberanias e civilizações autônomas.
A declaração de Putin e Xi, portanto, não é apenas um marco na relação entre Rússia e China, mas também indica uma nova era de possíveis estruturas de poder na arena internacional. Em um tempo onde a multipolaridade é cada vez mais atraente para nações em busca de autonomia frente às pressões externas, espera-se que essa colaboração pave o caminho para um futuro mais equilibrado no cenário global. As implicações desse passo são profundas e podem moldar o futuro das relações internacionais nas décadas seguintes.
