Pterossauro de 106 milhões de anos revela dinâmica de caça em fossilização impressionante encontrada na Coreia do Sul

Uma nova descoberta paleontológica na Coreia do Sul oferece um olhar fascinante sobre o comportamento de caça dos pterossauros, com a identificação de uma nova espécie chamada Jinjuichnus procerus. O foco da investigação se dá a partir de pegadas fossilizadas que datam de 106 milhões de anos. Essas marcas revelam um momento dramático, onde um grande pterossauro parece ter perseguido um pequeno vertebrado, possivelmente um anfíbio ou um jovem réptil.

A análise das pegadas, meticulosamente estudadas por paleontólogos da região, traça um cenário intrigante. O pequeno animal é observado inicialmente caminhando lentamente, mas logo muda de direção em uma tentativa de escapar de um predador em potencial. A seguir, as profundas e largas marcas do pterossauro aparecem, indicando que ele estava se movendo rapidamente e sobre quatro patas, uma postura que revela a capacidade do animal de se locomover de forma ágil sobre a terra.

Embora não se possa afirmar com certeza que houve uma captura, as evidências sugerem uma interação significativa entre os dois vertebrados. A proporção e disposição das pegadas implicam um encontro tenso, talvez fatal, para a presa. Importante destacar que essa nova espécie de pterossauro não foi previamente registrada na literatura científica, ganhando seu nome em homenagem à região de Jinju e caracterizando os dedos longos, que foram bem preservados na rocha.

As pegadas do possível alvo indicam características que podem pertencer a pequenos anfíbios ou répteis, como salamandras ou lagartos, sinalizando que os pterossauros podem ter se alimentado de uma variedade de presas durante a era dos dinossauros. Essa descoberta refazia a ideia de que essas criaturas tinham uma capacidade considerável de se mover em terra, algo que se assemelha à marcha quadrúpede utilizada por alguns mamíferos modernos, como os gorilas.

O J. procerus, em particular, apresenta uma velocidade estimada de 2,9 km/h, o que evidenciaria uma habilidade notável para surpreender suas presas. A identificação desse novo grupo de pterossauros, os neoazhdarchianos, além de enriquecer o entendimento sobre a diversidade desses répteis voadores, também fomenta o reconhecimento das pegadas fósseis como uma fonte valiosa de informações sobre comportamentos extintos. Esse registro, portanto, captura não apenas a essência da interação predador-presa, mas também um intrigante momento da história natural.

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