A análise das pegadas, meticulosamente estudadas por paleontólogos da região, traça um cenário intrigante. O pequeno animal é observado inicialmente caminhando lentamente, mas logo muda de direção em uma tentativa de escapar de um predador em potencial. A seguir, as profundas e largas marcas do pterossauro aparecem, indicando que ele estava se movendo rapidamente e sobre quatro patas, uma postura que revela a capacidade do animal de se locomover de forma ágil sobre a terra.
Embora não se possa afirmar com certeza que houve uma captura, as evidências sugerem uma interação significativa entre os dois vertebrados. A proporção e disposição das pegadas implicam um encontro tenso, talvez fatal, para a presa. Importante destacar que essa nova espécie de pterossauro não foi previamente registrada na literatura científica, ganhando seu nome em homenagem à região de Jinju e caracterizando os dedos longos, que foram bem preservados na rocha.
As pegadas do possível alvo indicam características que podem pertencer a pequenos anfíbios ou répteis, como salamandras ou lagartos, sinalizando que os pterossauros podem ter se alimentado de uma variedade de presas durante a era dos dinossauros. Essa descoberta refazia a ideia de que essas criaturas tinham uma capacidade considerável de se mover em terra, algo que se assemelha à marcha quadrúpede utilizada por alguns mamíferos modernos, como os gorilas.
O J. procerus, em particular, apresenta uma velocidade estimada de 2,9 km/h, o que evidenciaria uma habilidade notável para surpreender suas presas. A identificação desse novo grupo de pterossauros, os neoazhdarchianos, além de enriquecer o entendimento sobre a diversidade desses répteis voadores, também fomenta o reconhecimento das pegadas fósseis como uma fonte valiosa de informações sobre comportamentos extintos. Esse registro, portanto, captura não apenas a essência da interação predador-presa, mas também um intrigante momento da história natural.







