PT se prepara para intensificar a disputa contra Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026
Pressionado por setores do governo e da esquerda, o Partido dos Trabalhadores (PT) ainda não iniciou uma ofensiva robusta contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se destaca como um dos principais adversários do ex-presidente Lula nas eleições presidenciais de 2026. A estratégia do partido, conforme revelado por membros da legenda, é esperar a conclusão da janela de troca partidária e do prazo de desincompatibilização, que se encerra neste sábado, dia 4 de abril, antes de lançar suas críticas de forma incisiva ao filho mais velho de Jair Bolsonaro.
A avaliação de petistas é de que, adiando os ataques, o PT pretende não “queimar a largada” e, assim, evitar uma reorganização das forças de direita que poderia surgir em resposta a uma crítica prematura. Entre as expectativas do partido está a dúvida sobre a decisão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre deixar o cargo para concorrer à presidência. Sua saída poderá impactar o cenário político, aumentando ou reduzindo as tropas oposicionistas.
Edinho Silva, presidente nacional do PT, comentou sobre a estratégia do partido em entrevista recente, onde foi perguntado sobre a demora em atacar Flávio. Sem dar muitos detalhes, declarou que “quem governa tem que governar” e que a prioridade atual não é a de promover ataques, destacando a necessidade de focar na administração.
Entretanto, após a Semana Santa, o PT está pronto para intensificar o tom de suas críticas a Flávio Bolsonaro, focando, entre outros pontos, nas polêmicas envolvendo acusações de “rachadinha” durante o tempo em que o senador exerceu mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Além disso, o partido planeja traçar paralelos entre Flávio e seu pai, Jair Bolsonaro, ressaltando a atuação do senador como uma ameaça à soberania nacional.
Recentemente, Flávio participou da conferência conservadora CPAC em Dallas, Texas, onde fez um apelo por monitoramento das eleições brasileiras por parte dos Estados Unidos. Essa fala não passou despercebida e gerou reações entre os críticos, incluindo um comentário do ex-ministro José Dirceu, que, em seu recente aniversário de 80 anos, insinuou que, se Flávio fosse eleito, o Brasil estaria sob o controle do ex-presidente americano Donald Trump.
À medida que o PT se prepara para essa nova fase de disputas políticas, o cenário eleitoral se torna cada vez mais dinâmico, prometendo uma disputa acirrada e repleta de estratégias e confrontos.






