PT Refuta Declarações de Galípolo e Liga Banco Master a Gestão de Campos Neto no Banco Central

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, fez declarações contundentes durante uma entrevista no programa Canal Livre, da Band, no último domingo (12). Ele enfatizou que todas as permissões concedidas ao Banco Master foram realizadas sob a supervisão de Roberto Campos Neto, que ocupou a presidência do Banco Central do Brasil de 2019 até 2024. Silva destacou que essas autorizações levantam questões sobre a gestão do sistema financeiro nacional durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante a entrevista, Edinho Silva foi questionado sobre a declaração do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que havia afirmado não existir evidências de que Campos Neto tenha responsabilidade em relação ao Banco Master. Em resposta, Silva expressou seu desconforto com a posição do atual presidente da autoridade monetária, mencionando que, para ele, os fatos falam por si mesmos. “O que eu sei é que tem um fato: o Banco Central autoriza o funcionamento do Banco Master, e esse banco surge, prospera e se vê envolvido em diversas denúncias durante a gestão de Roberto Campos Neto”, afirmou.

A afirmação de Galípolo foi feita durante uma audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, onde ele buscou esclarecer a relação do Banco Central com o Banco Master. O banco em questão, que teve sua gestão transferida para Daniel Vorcaro, é alvo de investigações e denúncias que datam do período de sua operação sob a supervisão de Campos Neto.

Essas declarações fazem parte de um contexto mais amplo de investigação sobre a condução da política monetária e a supervisão institucional em um dos períodos mais conturbados da política brasileira. A discussão em torno da responsabilidade dos gestores do Banco Central suscita importantes reflexões sobre a transparência e a accountability nas instituições financeiras, especialmente em cenários que envolvem denúncias de irregularidades e corrupção. A posição de Edinho Silva reflete a postura crítica do PT em relação à gestão anterior do banco e levanta questões sobre a responsabilidade dos altos dirigentes na supervisão do sistema financeiro nacional.

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