Entre as recomendações dadas pelo diretório, destaca-se a solicitação para que os militantes evitem o uso de roupas que façam referência ao número 13, icônico do partido, bem como a não utilização de bandeiras ou qualquer outro material associado à campanha eleitoral de 2026. Além disso, o partido alerta os seus membros para não realizarem publicações que contenham a hashtag “Lula2026”, a fim de evitar que sua presença no evento seja interpretada como uma campanha antecipada.
Esse cuidado se dá em meio a um contexto cada vez mais sensível em relação à legislação eleitoral, que proíbe explicitamente a realização de campanhas antes do período destinado para tal. O PT, ciente das possíveis repercussões jurídicas, busca assegurar que sua participação no desfile da Acadêmicos de Niterói não seja alvo de questionamentos ou ações na Justiça Eleitoral. A medida reflete uma preocupação do partido em manter a legalidade e evitar qualquer tipo de interpretação que possa resultar em penalidades ou sanções, especialmente considerando a recente crescente vigilância sobre atividades políticas que possam ser consideradas antecipadas.
O desfile, portanto, se configura não apenas como uma festa popular e cultural, mas também como um campo de batalha simbólico e jurídico para o partido, que se vê na necessidade de equilibrar sua manifestação de apoio ao presidente com o cumprimento rigoroso das normas que regem o processo eleitoral brasileiro. A expectativa é que, além de celebrar a cultura do samba, os filiados possam defender seus valores e ideias sem infringir a legislação vigente.
