PT lidera corrida ao Senado na Bahia, com Rui Costa e Jaques Wagner à frente nas intenções de voto, revela pesquisa Genial/Quaest

Uma pesquisa recente revelou que os pré-candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Costa e Jaques Wagner, lideram a disputa pelas duas vagas de senador na Bahia. Com a pesquisa realizada entre 23 e 27 de abril, os números indicam que Costa e Wagner possuem, respectivamente, 24% e 22% das intenções de voto, consolidando a forte presença do partido na corrida eleitoral. Ambos são figuras proeminentes na política baiana, com Rui Costa tendo exercido o cargo de governador e Jaques Wagner ocupando a posição de senador.

Em terceira posição, aparece João Roma, do PL, com 9% das intenções. Roma tem uma trajetória ligada ao governo Bolsonaro e agora é presidente estadual do PL. Logo atrás, Angelo Coronel, do Republicanos, marca apenas 6%, evidenciando a fragilidade de sua candidatura, especialmente após sua recente saída do PSD e a aliança com o ex-prefeito de Salvador.

Além das intenções de voto, é importante destacar que 22% dos eleitores baianos manifestaram a intenção de votar em branco, nulo ou se abster, um dado que revela um cenário de descontentamento com os atuais candidatos. Os indecisos também representam uma fatia significativa, com 16% dos entrevistados ainda sem decidir em quem votar. A pesquisa contou com a participação de 1.200 eleitores e apresenta uma margem de erro de três pontos percentuais.

A diversidade do eleitorado baiano também se reflete nas preferências políticas, com Rui Costa aparecendo como a opção preferida para os lulistas e independentes, enquanto João Roma é mais favorecido entre os direitistas e bolsonaristas. A eleição para o Senado na Bahia promete ser acirrada e marcada por alianças que podem influenciar os resultados finales.

No cenário político, a situação de Angelo Coronel é particularmente interessante, visto que seu afastamento do PSD coincidiu com a consolidação das candidaturas de Costa e Wagner. Além disso, a crise dentro do PL, relacionada ao apoio a candidatos em diferentes níveis, pode afetar a configuração da corrida.

Como pano de fundo, a apuração de possíveis irregularidades envolvendo o banco Master e figuras como ACM Neto e Jaques Wagner adiciona um novo nível de complexidade à já acirrada disputa, levando as candidaturas a um debate ainda mais intenso, tanto sobre políticas quanto sobre possíveis controvérsias associadas. Em um cenário onde a rejeição e a falta de apoio são palpáveis, a pertinente questão que se coloca é: quem realmente conseguirá engajar os eleitores baianos?

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