Em terceira posição, aparece João Roma, do PL, com 9% das intenções. Roma tem uma trajetória ligada ao governo Bolsonaro e agora é presidente estadual do PL. Logo atrás, Angelo Coronel, do Republicanos, marca apenas 6%, evidenciando a fragilidade de sua candidatura, especialmente após sua recente saída do PSD e a aliança com o ex-prefeito de Salvador.
Além das intenções de voto, é importante destacar que 22% dos eleitores baianos manifestaram a intenção de votar em branco, nulo ou se abster, um dado que revela um cenário de descontentamento com os atuais candidatos. Os indecisos também representam uma fatia significativa, com 16% dos entrevistados ainda sem decidir em quem votar. A pesquisa contou com a participação de 1.200 eleitores e apresenta uma margem de erro de três pontos percentuais.
A diversidade do eleitorado baiano também se reflete nas preferências políticas, com Rui Costa aparecendo como a opção preferida para os lulistas e independentes, enquanto João Roma é mais favorecido entre os direitistas e bolsonaristas. A eleição para o Senado na Bahia promete ser acirrada e marcada por alianças que podem influenciar os resultados finales.
No cenário político, a situação de Angelo Coronel é particularmente interessante, visto que seu afastamento do PSD coincidiu com a consolidação das candidaturas de Costa e Wagner. Além disso, a crise dentro do PL, relacionada ao apoio a candidatos em diferentes níveis, pode afetar a configuração da corrida.
Como pano de fundo, a apuração de possíveis irregularidades envolvendo o banco Master e figuras como ACM Neto e Jaques Wagner adiciona um novo nível de complexidade à já acirrada disputa, levando as candidaturas a um debate ainda mais intenso, tanto sobre políticas quanto sobre possíveis controvérsias associadas. Em um cenário onde a rejeição e a falta de apoio são palpáveis, a pertinente questão que se coloca é: quem realmente conseguirá engajar os eleitores baianos?







