Tatto destacou que o nome de Wyllys está entre as opções que estão sendo discutidas internamente, sinalizando um interesse em reintegrar a figura do ex-parlamentar ao contexto político nacional. Esse movimento representa uma tentativa de ressurgir de um político que, desde 2019, tem permanecido afastado do debate político no Brasil.
Jean Wyllys deixou o país em 2019, após renunciar ao seu cargo de deputado federal. Sua saída foi motivada por uma série de ameaças de morte e violência política que o levaram a reconsiderar sua presença na vida pública brasileira. O ex-deputado, que se destacou por sua defesa dos direitos humanos e das causas LGBTQIA+, tornou-se um símbolo de luta contra a intolerância e a violência que permeiam o cenário político do país.
Atualmente, Wyllys confirmou que recebeu o convite do PT e está refletindo sobre a proposta. Ele enfatizou que as experiências traumáticas enfrentadas durante sua carreira política ainda reverberam em sua decisão. A violência política que sofreu é um dos fatores que pesam em sua análise sobre um possível retorno. A discussão sobre sua candidatura destaca tanto o desejo do PT de contar com uma figura icônica em suas fileiras quanto as complexidades que cercam a decisão de um político que esteve sob constante ameaça.
A eventual candidatura de Jean Wyllys pode não apenas mobilizar eleitores que se identificam com suas bandeiras, mas também reacender debates sobre segurança política e o espaço para a diversidade de vozes no Congresso Nacional. O desenrolar dessa situação poderá ser um reflexo das dinâmicas atuais no Brasil, especialmente em um momento em que a política demanda figuras que enfrentem desafios com coragem e resiliência.
