Em sua despedida, Guimarães fez um balanço das negociações em curso durante uma reunião com os dirigentes do partido. Embora tenha registrado avanços significativos nas articulações políticas, também fez questão de ressaltar que ainda existem impasses em pelo menos quatro estados: Paraíba, Goiás, Alagoas e Maranhão. A situação em Goiás é particularmente delicada, envolvendo a definição do candidato do partido ao governo estadual. Na Paraíba, os debates ainda estão em andamento para formatar as candidaturas ao Senado.
Em Alagoas, a recente movimentação de João Henrique Caldas para o PSDB e sua decisão de se tornar pré-candidato ao governo fez com que o PT reanalisasse as discussões sobre a chapa ao Senado, especialmente em relação à pré-candidatura de Renan Filho, do MDB. No Maranhão, a direção do partido está buscando aprofundar os diálogos sobre a candidatura ao governo, especialmente após o rompimento entre o governador Carlos Brandão, que se desvinculou do partido, e o vice-governador Felipe Camarão, que se posiciona como pré-candidato.
Em paralelo a essas movimentações, o PT também deu início ao seu congresso nacional, organizado neste último fim de semana, voltado integralmente para delinear estratégias que assegurem a reeleição de Lula. Durante a cerimônia de abertura, houve um forte apelo pela unidade entre os membros do partido, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, que foi bem recebido pela militância. Ele reafirmou sua lealdade ao presidente Lula, garantindo que o PT pode contar com seu apoio.
Diante das expectativas eleitorais e da necessidade de estruturação da campanha, a direção do PT decidiu adiar discussões sobre a atualização das normas internas, permitindo assim que o foco permaneça na elaboração de ações concretas para fortalecer a candidatura de Lula. Este foco promete mobilizar as bases do partido, que se preparam para os próximos desafios eleitorais.
