Na representação formal ao TSE, o partido pleiteia não apenas a imediata indisponibilidade do vídeo, mas também a aplicação de uma multa de R$ 90 mil ao senador. Além disso, os advogados do PT demandam que o tribunal emita uma ordem restritiva, proibindo a publicação de conteúdos semelhantes no futuro. A peça apresenta ainda uma crítica contundente, comparando o PT a organizações criminosas, como o Comando Vermelho, e alegando o uso indevido das imagens de Lula e da primeira-dama, Janja, com o objetivo de desvirtuar a imagem do ex-presidente, pintando-o como ausente e alheio aos problemas nacionais.
Os representantes legais do PT sustentam que, mesmo que o vídeo tenha uma marca d’água informando o uso de inteligência artificial, isso não legitima sua veiculação sob as diretrizes do TSE, que proíbe a utilização de deep fakes. O contexto se complica ainda mais, já que este é o terceiro vídeo na série de postagens feitas por Flávio, onde ferramentas de inteligência artificial foram utilizadas para associar o PT a facções criminosas, como o PCC, por meio de montagens que envolvem figuras públicas.
A campanha de Lula tem se encontrado frequentemente em embates judiciais relacionados ao uso de inteligência artificial por seus adversários. Recentemente, a Federação do PT solicitou ao TSE que penalizasse os deputados Coronel Meira e Sargento Portugal por outra montagem feita com IA, que distorce a imagem de Lula, apresentando-o de forma negativa, e solicitando que suas postagens fossem removidas. Esta turbulência política marca um período de intensas disputas eleitorais e lança luz sobre as complexidades do uso da tecnologia no cenário político atual. As alegações de propaganda negativa e distorções de imagem vão além do âmbito legal, refletindo as tensões que permeiam as campanhas eleitorais contemporâneas, onde a linha entre o real e o fabricado se torna cada vez mais difusa.
