
O PSOL oficializou, na tarde deste sábado (21), o nome de Guilherme Boulos, de 36 anos, como candidato à Presidência da República, ao lado de Sônia Guajajara na chapa, como co-presidente. Boulos é líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), e Sônia é liderança indígena e ativista ambiental.
“Queiram eles ou não, nós vamos implementar uma política de se apropriar de prédios vazios para fazer moradia popular. Porque trabalhador pode morar em lugar bom também. Queiram eles ou não nós vamos fazer reforma agrária e vamos enfrentar o agronegócio no Brasil”, disse em discurso oficialmente como candidato à presidência.
O partido entra nas eleições 2018 com o discurso de combate aos privilégios e enfrentamento das desigualdades. Também promete levar temas como legalização do aborto e segurança pública para o palanque, informa o MSN.
Em seu primeiro discurso como candidato à presidência, Boulos afirmou que irá enfrentar “o golpe em sua agenda”, defender a democracia, e citou a recente condenação de 23 presos nas manifestações de 2013. “Nós queremos denunciar o absurdo que foi a condenação das pessoas que foram presas em 2013. E não foram 23, não, foram 24, que também tem o Rafael Braga, que foi preso injustamente”, afirmou.
O candidato também fez críticas ao judiciário que, segundo ele, “toma lado e quer decidir no ‘tapetão’ o que é melhor para o País” e citou a prisão do ex-presidente Lula. “É uma questão de democracia. O compromisso com a democracia não se faz pela metade, se faz por inteiro.”
22/07/2018






