Entretanto, a vantagem dos britânicos se mostrou efêmera. Ao longo do primeiro tempo, o PSG, que tem investido pesadamente em jogadores jovens e talentosos sob a direção do experiente técnico Luis Enrique, começou a se soltar. Com um jogo baseado em princípios de “Cruyffismo” e um controle técnico fervoroso, os parisienses tentaram dominar a posse de bola, enquanto o Arsenal se defendia com eficiência.
A estratégia do Arsenal no primeiro tempo foi, de fato, sólida, limitando as ações do PSG a poucos momentos de real perigo. No entanto, após o intervalo, a pressão tática aplicada pelo time francês resultou em uma falha crucial quando Mosquera, do Arsenal, cometeu um pênalti em Kvaratskhelia. A cobrança convertida por Dembelé levou ao empate e transformou o cenário da partida. O Arsenal, forçado a deixar para trás uma postura defensiva, passou a correr riscos, tornando-se cada vez mais vulnerável aos contragolpes do adversário.
Os dois times buscaram o gol da vitória em um jogo marcado pela intensidade. As bolas paradas se tornaram uma arma valiosa para os ingleses, mas as oportunidades mais claras pertenciam ao PSG, que ameaçava com suas rápidas transições. Quando a prorrogação começou, a tensão estava à flor da pele; a exaustão já pesava nas pernas dos jogadores, e o receio de errar pairava sobre as cobranças de pênaltis.
Na decisão final por pênaltis, Gabriel Magalhães, zagueiro brasileiro do Arsenal, acabou errando a cobrança decisiva, o que selou a vitória do PSG por 4 a 3. Essa conquista representa o 42º título da carreira de Marquinhos, capitão do PSG, que o igualou a Daniel Alves como o brasileiro com mais títulos conquistados no futebol. A partida, embora não tenha sido uma exibição de espetáculo ininterrupto, foi uma verdadeira batalha tática, refletindo a tensão característica de uma final europeia.
