PSD recorre ao STF para manter Ricardo Couto como governador interino do Rio em meio a crise de sucessão e pedido de Douglas Ruas para assumir cargo.

Na última sexta-feira, o Partido Social Democrático (PSD) protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) buscando a manutenção do desembargador Ricardo Couto, atual presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, como governador interino do estado. Essa solicitação se dá em um momento delicado da política fluminense, onde a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), sob a presidência de Douglas Ruas (PL), expressou a intenção de que o deputado assuma a função de governador.

O PSD argumenta que a medida solicitada por Ruas exacerbaria a já instável situação de sucessão no Palácio da Guanabara. Em uma manifestação veemente, o partido sublinhou que a situação atual já é suficientemente crítica e que qualquer alteração, sobretudo por meio da Alerj, poderia desestabilizar ainda mais o ambiente político. O texto enfatiza que a Alerj, mesmo utilizando a via judicial, desconsidera decisões anteriores do STF, o que para o partido é uma afronta à ordem e à estabilidade do governo.

Ricardo Couto foi instalado como governador interino após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, que, em um contexto de condenações por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deixou o cargo em circunstâncias controversas. Essa renúncia, juntamente com a saída do vice-governador e a queda do presidente da Alerj, resultou em um cenário de “tripla vacância”, que modificou a linha sucessória, fazendo com que Couto fosse o quarto na sequência a assumir interinamente o governo do estado.

Enquanto isso, o deputado Douglas Ruas apresentou um pedido ao STF para que sua presidência na Alerj o habilite a assumir o governo do estado imediatamente. Sua solicitação foi direcionada ao relator do caso, ministro Luiz Fux, e fundamenta-se na recente eleição que o formalizou como presidente da Alerj.

Essa situação se insere em um contexto de crescente pressão por mudanças nas instituições do estado. O ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), um dos pré-candidatos ao governo do estado, defendeu a urgência de eleições diretas, especialmente após a condenação de Cláudio Castro pelo TSE. Paes expressou em suas redes sociais que esta é uma oportunidade única para o povo fluminense e o judiciário transformarem a política no estado de maneira significativa.

O STF, por sua vez, encontra-se diante da tarefa de deliberar sobre o futuro do governo interino do Rio, uma decisão que promete ser crucial não só para a estabilidade do governo atual, mas para a condução da política fluminense nos próximos meses.

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