PSD e União Brasil firmam acordo para sucessão na Câmara dos Deputados e Senado Federal, em meio à disputa por apoio de Arthur Lira.

Na noite da última segunda-feira (9/9), as cúpulas do União Brasil e do PSD se reuniram em um jantar realizado em Brasília para oficializar um acordo político relacionado à sucessão na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O encontro contou com a presença dos ministros da Comunicação, Juscelino Filho, e do Turismo, Celso Sabino, além dos líderes do PSD, deputado Antonio Brito (BA), e do União Brasil, Elmar Nascimento.

A disputa pela sucessão na Câmara dos Deputados, que estava sendo travada entre Brito e Elmar, foi intensificada com a saída do presidente do Republicanos, Marcos Pereira, da corrida eleitoral. A decisão de Pereira de apoiar Hugo Motta, líder do seu partido, fez com que Motta se tornasse o favorito para receber o apoio de Arthur Lira, atual presidente da Câmara. Diante disso, Elmar Nascimento, que era visto como o favorito de Lira, buscou uma aliança com o PSD para lançar uma candidatura opositora a de Motta.

O acordo firmado entre União Brasil e PSD estabelece que tanto Brito quanto Elmar manterão suas candidaturas, mas apenas um deles permanecerá na disputa após os próximos meses, dependendo do apoio que conseguir angariar. A postura de cooperação e diálogo foi ressaltada por Elmar Nascimento em suas redes sociais, destacando a importância de trabalharem juntos em prol de um objetivo maior.

Além da sucessão na Câmara, o acordo entre União Brasil e PSD também abrange o comando do Senado Federal. Com Davi Alcolumbre como favorito na disputa pela presidência do Senado, a aliança entre os partidos inclui a possibilidade do PSD ocupar a vice-presidência da casa legislativa, desde que haja reciprocidade na Câmara.

Nesta terça-feira (10/9), as bancadas do União Brasil e do PSD devem se reunir para discutir os termos e detalhes dos acordos firmados, que representam uma estratégia para frear o avanço de Hugo Motta na corrida pela presidência da Câmara dos Deputados e consolidar a influência dos partidos no Congresso Nacional.

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