Márcio França ainda ressaltou o fenômeno de arrecadação de recursos por parte de Tabata, especialmente em contribuições de pessoa física, o que, segundo ele, já seria um feito extraordinário. “Ela é a candidatura preferencial do Brasil (do PSB). Não faltará recurso. Nunca vi alguém arrecadar tantos recursos na pessoa física como ela faz. Só nisso já seria um fenômeno”, afirmou o ministro.
A composição da chapa de Tabata ainda está em discussão, tendo como possíveis vices nomes de peso na política nacional. Entre os cotados estão Lu Alckmin, esposa do vice-presidente da República Geraldo Alckmin, e Lúcia França, esposa de Márcio França. Ambos os nomes são considerados principais apoiadores da pré-candidatura de Tabata. Em entrevista, França destacou a complexidade de viabilizar uma candidatura de Lu Alckmin devido a sua residência em Brasília e a falta de experiência eleitoral, mas não descartou a possibilidade. Já Lúcia França, segundo ele, tem uma marca significativa no PSB, especialmente por sua atuação em prol da participação feminina na política.
A decisão final sobre o vice de Tabata será tomada após a convenção partidária, uma estratégia comum em processos eleitorais. Tal definição é ainda mais crucial devido ao panorama político atual, especialmente com a tentativa de Tabata de conquistar apoio do PSDB, partido que enfrenta divisões internas.
Márcio França também comentou sobre José Luiz Datena, que era apontado como um potencial candidato a vice-prefeito na chapa do PSB. França destacou o caráter imprevisível de Datena, mas reconheceu sua força política e o direito de ele eventualmente se candidatar.
O evento, organizado pelo vereador Eliseu Gabriel, também do PSB, marcou a entrega póstuma do título de cidadão paulistano honorário a Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à presidência da República, que faleceu em 2014. A homenagem, proposta antes de sua morte, teve aprovação em 2015, mas só foi entregue agora, aproveitando a presença de importantes figuras do PSB em São Paulo para a convenção partidária.
Além de França e Tabata, a cerimônia contou com a presença do atual prefeito do Recife, João Campos, e do deputado federal Pedro Campos, ambos filhos de Eduardo Campos, bem como do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande. A ausência notável foi a do vice-presidente Geraldo Alckmin, que deve comparecer à convenção partidária do sábado, 27, que confirmará a candidatura de Tabata Amaral à Prefeitura de São Paulo.
