As tensões escalaram após o chefe da polícia, Ahmad-Reza Radan, ter afirmado que a repressão aos manifestantes se intensificou. Ao mesmo tempo, novos protestos foram convocados, sugerindo que a insatisfação popular não cede e continua a se expandir. O governo iraniano tem classificado esses eventos como “tumultos” e uma “batalha de resistência nacional” contra o que considera influência externa, referindo-se especificamente aos Estados Unidos e Israel.
O presidente Masoud Pezeshkian, embora tenha prometido ouvir as queixas econômicas da população, não apresentou uma abordagem conciliatória em relação à repressão, convocando uma “marcha de resistência nacional” em resposta às manifestações. Ele declarou a importância de proteger a estabilidade do país e, em seu discurso, reiterou que a luta contra os manifestantes não pode ser comprometida.
Os protestos, que começaram por questões econômicas, rapidamente se transformaram em um clamor mais abrangente contra o regime, revelando um descontentamento coletivo com a administração atual. Com o acesso à internet severamente restringido, a comunicação tem sido um desafio, dificultando a coleta de informações precisas sobre a situação.
Os altos funcionários do regime têm tentado desviar a atenção da crise interna, acusando inimigos externos de insuflar a agitação civil. Um declarado estado de guerra é a narrativa adotada por membros do governo, que enxergam uma ameaça não apenas à sua autoridade, mas à soberania nacional. As manifestações, que são consideradas as maiores dos últimos 15 anos, expõem a vulnerabilidade do regime diante do crescente descontentamento social.
Enquanto as autoridades continuam a afirmar que a segurança nacional é inegociável, a escalada de violências atos de repressão parecem indicar uma tentativa de evitar um levante ainda maior. À medida que a situação se torna mais crítica, vozes de diversas partes do mundo clamam por uma solução pacífica e um diálogo que respeite os direitos humanos e a dignidade da população iraniana.
