Os organizadores da greve, que inclui o coletivo Art Not Genocide Alliance (Anga), manifestaram que diversos pavilhões permanecem fechados como um sinal de descontentamento em relação à presença de Israel na Bienal, além de chamar a atenção para as alegações de genocídio que ocorrem na Palestina. Uma marcha estava programada para ocorrer no final da tarde local, conectando a famosa Via Garibaldi ao pavilhão israelense localizado no Arsenale. O objetivo da manifestação é contestar a militarização da economia e reivindicar direitos para os trabalhadores, além de mostrar apoio a ativistas, como Thiago Ávila e Saif Abukeshek, que estão atualmente detidos em Israel.
A inauguração do pavilhão de Israel foi marcada por um esquema de segurança rigoroso, que incluiu vigilância aérea. O Embaixador de Israel na Itália, Jonathan Peled, fez uma declaração durante a cerimônia, ressaltando que a intenção do país é “construir pontes” e promover a coexistência pacífica entre diferentes nações e povos. No entanto, essa retórica foi ofuscada por críticas contínuas ao governo israelense sob o comando do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que enfrenta acusações relacionadas às suas operações militares no Oriente Médio e à detenção de ativistas pró-Palestina em águas internacionais. Netanyahu, além disso, está sob um mandado de prisão por crimes contra a humanidade, emitido pelo Tribunal Penal Internacional, intensificando ainda mais o escrutínio sobre suas ações e políticas.
