Protestos marcam a 61ª Bienal de Arte de Veneza com fechamento de pavilhões por diversas nações contra a presença de Israel e o conflito na Palestina.

Na 61ª Bienal de Arte de Veneza, uma série de nações decidiu fechar seus pavilhões, manifestando assim um protesto importante contra as políticas israelenses. O ato ocorreu na sexta-feira, dia 8, coincidentemente na data em que Israel inaugurou seu espaço na renomada exposição internacional de arte. Países como Áustria, Bélgica, Egito, Lituânia e muitos outros se uniram a essa ação, em um movimento que foi amplamente divulgado nas redes sociais pela organização pró-Palestina Global Project, que enfatizou que a lista de nações participantes do protesto pode ainda ser ampliada.

Os organizadores da greve, que inclui o coletivo Art Not Genocide Alliance (Anga), manifestaram que diversos pavilhões permanecem fechados como um sinal de descontentamento em relação à presença de Israel na Bienal, além de chamar a atenção para as alegações de genocídio que ocorrem na Palestina. Uma marcha estava programada para ocorrer no final da tarde local, conectando a famosa Via Garibaldi ao pavilhão israelense localizado no Arsenale. O objetivo da manifestação é contestar a militarização da economia e reivindicar direitos para os trabalhadores, além de mostrar apoio a ativistas, como Thiago Ávila e Saif Abukeshek, que estão atualmente detidos em Israel.

A inauguração do pavilhão de Israel foi marcada por um esquema de segurança rigoroso, que incluiu vigilância aérea. O Embaixador de Israel na Itália, Jonathan Peled, fez uma declaração durante a cerimônia, ressaltando que a intenção do país é “construir pontes” e promover a coexistência pacífica entre diferentes nações e povos. No entanto, essa retórica foi ofuscada por críticas contínuas ao governo israelense sob o comando do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que enfrenta acusações relacionadas às suas operações militares no Oriente Médio e à detenção de ativistas pró-Palestina em águas internacionais. Netanyahu, além disso, está sob um mandado de prisão por crimes contra a humanidade, emitido pelo Tribunal Penal Internacional, intensificando ainda mais o escrutínio sobre suas ações e políticas.

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