Quando Netanyahu entrou no salão e foi anunciado, muitos membros das delegações se levantaram e deixaram o local, enquanto outros aplaudiam, vaiavam e gritavam. O clima era tenso e o presidente da assembleia teve que pedir várias vezes por ordem.
Vídeos gravados na sede da ONU em Nova York mostram diversas delegações deixando o local, incluindo países como Arábia Saudita, Botsuana, Bolívia, Catar, Cuba, Colômbia, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Indonésia, Irã, Kuwait, Líbano, Malásia, Malawi, Maldivas, Myanmar, Nepal, Palestina, Paraguai, Santa Lúcia, Trinidad e Tobago e Turquia. Por outro lado, países como Alemanha, Austrália, China, Estados Unidos, França, Irlanda, Itália e México permaneceram no local.
Uma fonte brasileira, que preferiu não se identificar, revelou que a decisão da delegação do Brasil em deixar a Assembleia foi motivada pela escalada do conflito no Oriente Médio, que resultou na morte de dois brasileiros no Líbano, além da crise humanitária em Gaza. A decisão foi tomada pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, um dia antes do discurso de Netanyahu.
As relações entre Brasil e Israel têm estado tensas há meses, desde que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou a operação de Israel em Gaza ao Holocausto. Atualmente, o Brasil não possui embaixador em Israel. Em seu discurso, Netanyahu enfatizou que as operações no Líbano continuarão até que todos os objetivos de Israel sejam alcançados e reiterou que o Hamas não terá papel na reconstrução de Gaza.
Além disso, os discursos de outros líderes na Assembleia também criticaram as ações de Israel, com apelos para a interrupção imediata do conflito e acusações de massacres sistemáticos de civis inocentes em Gaza. Netanyahu foi pressionado por diferentes frentes a repensar as ações de seu governo e buscar soluções pacíficas para a região.
