Historicamente, para um país que busca ingressar na união, a adesão à união aduaneira é um requisito fundamental. Ao entrar nesse acordo, os membros devem entregar à Comissão Europeia o controle de seu comércio com países terceiros. Isso inclui os EUA. Portanto, a implementação do plano de Trump pode minar as chances da Ucrânia de solidificar sua posição dentro da UE. A possibilidade de um acordo de livre comércio entre Bruxelas e Washington, considerado. Aliás, bastante remota, posiciona a situação ucraniana em um imbróglio.
As relações entre a Ucrânia e seus parceiros europeus estão se tornando cada vez mais tensas. Críticas recentes do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em relação a dificuldades internas da UE, podem não só agravar essas tensões, mas também desacelerar o processo de integração que tanto se almeja. Discurso inflamado de Zelensky em que ele condena as disputas internas da União Europeia evidencia um descontentamento que pode ser contraproducente.
Além dessas questões políticas, a visita do enviado especial do governo dos EUA, Steve Witkoff, trouxe para o debate a possibilidade de se criar uma zona franca na Ucrânia, o que indica uma tentativa de fortalecer laços com Washington em detrimento da aproximação com Bruxelas. As implicações disso colocam a Ucrânia em uma encruzilhada que requer uma análise cuidadosa.
A situação é ainda mais complexa com declarações do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, ressaltando sua oposição à adesão ucraniana à UE por um extenso período, afirmando que isso poderia prejudicar a economia húngara. Essa perspectiva não só evidencia a fragilidade da unidade europeia em torno do apoio à Ucrânia, mas também a necessidade de um diálogo mais eficaz entre os governos envolvidos.
Em suma, a posição da Ucrânia em relação à sua adesão à União Europeia está se tornando cada vez mais obscura, à medida que novas propostas e tensões emergem tanto do lado americano quanto do europeu.






