Hilton sublinhou que a real demanda da comunidade trans é por iniciativas que melhorem suas condições de vida, e não pelo direito de portar armas. Oposição firme foi expressa por Hilton ao mencionar que tal proposta parece mais um esforço de Bilynskyj para se destacar politicamente, especialmente considerando que ele possui um histórico de mandato considerado “medíocre”. A deputada também criticou a atuação do deputado, que é parte da chamada “bancada da bala”, uma organização parlamentar focada na segurança pública e armamento.
A controvérsia não termina nas declarações de Hilton; o passado de Bilynskyj é marcado por um episódio trágico e polêmico. Em 2020, a morte da modelo Priscilla Barros, ex-namorada do deputado, levantou questões sobre seu comportamento e a dinâmica do relacionamento deles. Segundo investigações, Priscilla disparou contra Bilynskyj antes de tirar a própria vida, fato que mobilizou intensos debates sobre ciúmes e possíveis violências nas relações.
Além disso, Bilynskyj não é um estranho a situações complicadas no que diz respeito à sua carreira na Polícia Civil de São Paulo. Documentos sigilosos indicam que ele enfrentou mais de 12 processos disciplinares desde que ingressou na corporação, em 2012, acumulando advertências e suspensões por comportamento questionado. De acordo com um relatório, havia até mesmo recomendações para que ele não fosse aceito pela instituição, o que levanta mais incógnitas sobre sua capacidade de liderança e responsabilidade.
Em meio a essa atmosfera conturbada, Erika Hilton reafirma sua posição em favor dos direitos da população trans e condena a tendência de uso de armas como uma solução para problemas de segurança. A discussão, segundo ela, deve girar em torno de melhorias sociais, e não em armamentos que podem agravar ainda mais as tensões existentes.







