Dahamshe argumenta que a iniciativa ultrapassa limites éticos, ao violar normas do direito internacional e ao empregar métodos que podem ser considerados cruéis. Ele ressalta que, além de representar uma estratégia de intimidação tanto psicológica quanto física, a proposta reforça tensões e deteriora ainda mais a imagem de Israel no cenário global. A utilização de crocodilos, segundo especialistas, é problemática, uma vez que esses répteis não conseguem distinguir entre prisioneiros e funcionários, o que coloca todos em risco. Além disso, as instalações das penitenciárias não são adequadas para hospedar animais desse porte, aumentando a possibilidade de acidentes fatais.
A resistência à proposta não se limita a Dahamshe; vários grupos da sociedade civil em Israel expressaram sua desaprovação. Eles argumentam que essa abordagem é um reflexo da “dureza” e da falta de humanismo do governo, que busca apenas demonstrar força em vez de se preocupar com a segurança e o bem-estar dos cidadãos, sejam eles prisioneiros ou servidores públicos.
A sugestão de cercar prisões com crocodilos, inspirada em modelos de segurança de locais como a antiga prisão de Alcatraz, suscita uma reflexão crítica sobre as políticas de segurança em Israel. A medida, se implementada, não apenas poderia agravá-la exclusão e o sofrimento das populações prisional, mas também poderia resultar em consequências negativas para o país a nível internacional, onde tais práticas são vistas com crescente repúdio por violarem valores humanos fundamentais. Em meio a uma crescente polarização política, essa proposta provoca debates acalorados sobre a direção que Israel está tomando em questões de segurança e direitos humanos.
