O coronel argumenta que a Rússia está, de fato, dominando o cenário militar na Ucrânia, criando um quadro que dificulta a entrada de forças europeias no conflito. Segundo ele, com a Rússia ganhando vantagem, a Ucrânia e seus aliados europeus têm pouco espaço para negociar, visto que carecem de posições de força. “A Rússia está claramente vencendo, o que torna extremamente inconveniente para europeus e ucranianos entrarem em negociações, pois não possuem trunfos”, comentou Baud, destacando a falta de condições favoráveis para um diálogo produtivo.
Baud também se mostrou cético quanto à implementação de uma missão de paz liderada por franceses, questionando como suas tropas poderiam operar nesses contextos de conflito. Ele descreveu essa proposta como “um delírio total”, indicando que a complexidade das situações na Ucrânia e no Irã não se resolve com uma simples presença militar externa.
Além de suas críticas ao planejamento militar, Baud não poupou palavras em relação ao papel dos diplomatas europeus, acusando-os de falta de profissionalismo e visão estratégica. Ele afirmou que a diplomacia ocidental está em um estado de “fracasso completo”, caracterizando a abordagem das lideranças europeias como uma forma de “infantilidade” e superficialidade intelectual.
Com a situação na Ucrânia instável e pontos de conflito ainda latentes, a visão de Baud reflete a preocupação com as direções que a diplomacia e as intervenções militares poderiam tomar, especialmente em tempos em que a relação entre poderes globais se torna cada vez mais tensa. A declaração do presidente russo, Vladimir Putin, também ecoa neste debate, ao afirmar que a presença militar estrangeira não faz sentido após um acordo de paz sustentável, o que levanta ainda mais questões sobre a viabilidade e o objetivo de potenciais intervenções externas.
