Promotores recomendam exoneração de guardas municipais precarizados e recolhimento de armas em Junqueiro, no interior de Alagoas.

A tensão política em Junqueiro e Teotônio Vilela se acentua após recomendação do Ministério Público de Alagoas (MPAL) para exoneração de guardas municipais precarizados e recolhimento de armas. A recomendação foi motivada pela contratação de guardas civis sem concurso público e pelo uso de armas sem autorização para tal.

Os promotores de Justiça João de Sá Bomfim Filho, Márcio J. Dória da Cunha e Karla Padilha Rebelo Marques assinaram a sugestão, publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial Eletrônico do MPAL. Segundo a recomendação, os guardas municipais de Junqueiro devem ser efetivos, conforme o Estatuto Geral das Guardas Municipais, e não contratados precariamente.

Uma denúncia anônima feita à Ouvidoria do Ministério Público apontou irregularidades na atuação da Guarda Municipal em Junqueiro, incluindo falta de regulamentação, ausência de servidores efetivos e uso indevido de armas de fogo. Uma notícia de fato foi instaurada para investigar essas questões.

Adicionalmente, o MP recomendou o recolhimento imediato das armas utilizadas pela Guarda Municipal, sob pena de responsabilização criminal por porte ilegal de armamento. Apenas algumas cidades em Alagoas possuem capacitação e autorização para uso de armas, e Junqueiro não apresentou movimentação para regularizar essa situação.

Os promotores também pediram à Polícia Militar a adoção de medidas para coibir a usurpação de competência pela Guarda Municipal e eventuais ilegalidades cometidas pelos agentes. Além disso, solicitaram que a Prefeitura de Junqueiro apresente um cronograma para realização de concurso público para preencher os cargos vagos na Guarda Municipal.

Diante desse cenário, a população de Junqueiro e Teotônio Vilela aguarda por medidas concretas para garantir a segurança e legalidade das ações da Guarda Municipal, enquanto a tensão política na região continua em crescimento.

Sair da versão mobile