Ampliação do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba em Alagoas: Um Impulso para a Sustentabilidade e a Produção Local
O estado de Alagoas se prepara para uma transformação significativa no setor pesqueiro e de aquicultura com a ampliação e modernização do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba, operado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Localizado em Porto Real do Colégio, este centro é reconhecido como um dos mais modernos do Nordeste brasileiro, e está recebendo um impulso financeiro de R$ 2,5 milhões por meio de investimentos federais para a realização de reformas e ampliação de suas estruturas.
A execução do projeto é fruto de uma colaboração entre a Codevasf e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), que alocou recursos para garantir a revitalização das instalações. À frente desta iniciativa, João Paulo Tavares, superintendente regional da Codevasf em Alagoas, enfatiza o já consolidado reconhecimento da unidade como um pilar na revitalização da bacia do rio São Francisco. Com um aumento na demanda pelos serviços oferecidos, o centro se tornou uma referência, tanto em Alagoas quanto em outros estados, no que tange ao repovoamento de espécies nativas e ao apoio a projetos de piscicultura desenvolvidos por associações e cooperativas.
A reestruturação do Centro Integrado compreende a recuperação de diversas unidades produtivas, essenciais para o aprimoramento da piscicultura local. As obras incluem a reforma do auditório e do prédio principal, além da modernização de um galpão que abrigará um laboratório de produção de alimentos vivos, entre outras melhorias planejadas. As expectativas são de que todos os trabalhos sejam finalizados até setembro deste ano.
O Centro de Aquicultura de Itiúba, que tem raízes na antiga Estação de Piscicultura criada em 1981, evoluiu ao longo dos anos para se tornar um centro tecnológico dedicado à pesquisa, produção e capacitação. As suas atividades visam não apenas a conservação dos estoques pesqueiros, mas também o fortalecimento da pesca artesanal na região. Entre suas funções, destacam-se a transferência de tecnologias para aquicultura, suporte a pescadores e aquicultores e a realização de análises limnológicas para monitoramento da saúde do rio São Francisco.
Com uma infraestrutura que conta com laboratórios, galpões, tanques e viveiros distribuídos em 20,4 hectares de lâmina d’água, o centro está preparado para atender às necessidades dos pescadores artesanais e a fomentar uma aquicultura sustentável, assegurando a preservação e a diversidade das espécies nativas. A revitalização deste espaço é um passo importante para a autonomia produtiva e a sustentabilidade ambiental na região.
