Projeto de Lei propõe pena de reclusão para uso de inteligência artificial na criação de vídeos falsos para enganar consumidores.

O uso de inteligência artificial para criar e difundir vídeos falsos pode se tornar crime, de acordo com o Projeto de Lei 6119/23, que está em tramitação na Câmara dos Deputados. A proposta, de autoria do deputado Kim Kataguiri (União-SP), prevê pena de reclusão, de 4 a 8 anos, e multa para aqueles que utilizarem esse artifício para enganar o consumidor.

Segundo o deputado, a prática de veicular anúncios que prometem curas milagrosas ou ganhos exorbitantes tem se tornado cada vez mais comum. No entanto, o aspecto mais preocupante é a utilização de inteligência artificial para criar vídeos falsos de pessoas famosas promovendo determinados produtos, o que acaba induzindo o consumidor a comprar por acreditar na credibilidade do famoso.

Para combater esse tipo de crime, o projeto propõe a inclusão de um novo artigo no Código Penal, estabelecendo as penalidades para quem utilizar inteligência artificial de forma fraudulenta. A proposta já está em tramitação e será analisada inicialmente pelas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovada nessas instâncias, seguirá para votação no Plenário da Câmara.

A decisão de incluir a inteligência artificial como mecanismo para cometer crimes no Código Penal é um reflexo da preocupação crescente com o uso fraudulento da tecnologia. A rapidez e a facilidade com que vídeos falsos podem ser criados e disseminados exigem a implementação de medidas para coibir essa prática.

Além disso, a proposta também busca resguardar o consumidor, que muitas vezes é enganado por anúncios falsos que utilizam a imagem de pessoas famosas para ganhar credibilidade. A criação de uma lei que puna esse tipo de conduta pode contribuir significativamente para a proteção do consumidor e para a garantia de um ambiente de consumo mais seguro e transparente.

Com a tramitação em andamento, a discussão sobre o uso da inteligência artificial para cometer crimes e a necessidade de regulamentação desse tipo de prática ganha destaque no Congresso. A expectativa é que o projeto seja debatido e votado em breve, refletindo a preocupação das autoridades em acompanhar as inovações tecnológicas e garantir a segurança da sociedade.

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