Projeto de lei propõe exclusão de herdeiros que abandonem pais ou mães em instituições de longa permanência, com aumento de pena.

Um novo debate sobre os direitos sucessórios vem ganhando destaque no cenário político brasileiro. De acordo com o Código Civil em vigor, indivíduos que pratiquem atos condenáveis, como tentar contra a vida ou a honra do autor da herança, podem ser excluídos do testamento. Recentemente, o senador Flávio Arns (PSB-PR) propôs um projeto de lei que visa adicionar uma nova circunstância para a exclusão da herança: o abandono de pais ou mães em instituições de longa permanência, como hospitais ou casas de saúde.

O projeto em questão também propõe o aumento da pena para quem abandona seus genitores em tais estabelecimentos, de acordo com o Estatuto do Idoso. Atualmente, a legislação prevê detenção de seis meses a três anos, além de multa. Com a alteração proposta, a pena passaria a ser de reclusão de um a quatro anos, somada à multa.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) será a próxima instância a debater o projeto, que visa tornar legal a exclusão de herdeiros que abandonem seus pais ou mães em locais de longa permanência. Caso o projeto seja aprovado na CCJ e não haja solicitação para votação no Plenário do Senado, o texto seguirá diretamente para análise na Câmara dos Deputados.

Essa mudança na legislação levanta questões importantes sobre a responsabilidade familiar e a proteção dos direitos dos idosos. O abandono de pais ou mães em instituições de longa permanência tem sido uma realidade preocupante e que merece atenção por parte das autoridades. Portanto, o projeto de lei apresentado pelo senador Flávio Arns pode representar um avanço significativo na garantia dos direitos dos idosos e na punição dos atos de negligência por parte dos herdeiros. A sociedade aguarda com expectativa a deliberação e aprovação dessa proposta.

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