Os números reforçam uma tendência preocupante; se a previsão se concretizar, será a taxa de crescimento mais baixa desde 2020, quando o país enfrentou os desafios econômicos provocados pela pandemia da COVID-19, resultando em uma queda de 3,3% no PIB. Além disso, o cenário econômico do Brasil apresentará mudanças estruturais, afetadas principalmente pelo desempenho de setores como agropecuária, indústria e serviços. A Secretaria de Política Econômica indicou que, enquanto a agropecuária deve experimentar um enfraquecimento, a indústria e os serviços poderão expandir-se mais fortemente.
No que tange à inflação, as projeções apontam para uma redução do índice nacional de preços ao consumidor amplo (IPCA), que deverá recuar para 3,6% até 2026, repetindo, assim, a previsão anterior feita em novembro do ano passado. Segundo o Ministério da Fazenda, essa desaceleração da inflação será possibilitada, principalmente, pela estabilização dos preços de bens industriais e serviços, somadas às consequências do aumento das taxas de juros e ao fortalecimento do dólar.
Apesar da expectativa de um crescimento econômico mais lento nos próximos anos, a tendência de queda da inflação é um aspecto positivo deste cenário. O ministério destaca que essa redução será influenciada tanto por fatores internos quanto externos, afetando a dinâmica de preços e o consumo. Portanto, o Brasil se prepara para um futuro de desafios, mas também de oportunidades para ajustes econômicos em um cenário global em constante transformação.
